Finn o “front man” da banda e protagonista da famosa série da Netflix Stranger Things, junta-se ao baterista Malcom (que parece sair do imaginário de Mac Demarco), a guitarrista Ayla que supreende pelo seus dotes no seu instrumento, não se deixem enganar pelo sua voz doce pois a sua guitarra não tem medo de chorar nem gritar, por fim Jack o baixista de serviço não se deixa ficar no meio destes jovens talentos.
Absorvendo influências de vários estilos a banda tanto nos apresenta sonoridades de Pixies como falam abertamente do seu amor por Korn. Confesso que ao ouvir o primeiro EP senti arrepios de Pixies, um espírito adolescente, uma bipolaridade entre a doçura e a rebeldia que tanto descrevem a puberdade. Tanto nos fazem dançar (“Wasting Time”) como nos obrigam a enconstar a cabeça e desfutar (“Waves”). Scout, EP de seis faixas é bem conseguido, editado pela editora independente de Toronto Royal MOuntain Records (a casa de Alvvays, Mac Demarco e Metz entre outros) e produzido por Cadien Lake James, o músico da banda Twin Peaks. Podemos ouvir a banda a exprimentar com diferentes registos sem deixar de mostrar que já têm a sua identidade. Calpurnia uma banda para estarem atentos quanto ao seu futuro.
Texto por Jorge Faria
